Argos Arruda Pinto

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segunda-feira, 3 de setembro de 2018

O cérebro isento de alma

Observação: este artigo é para aquelas pessoas ou estudos em que se considera os efeitos cognitivos e os conceitos de sentimentos e emoções para o campo materialista. Serve também para esse tipo de discussão.  

Digamos que você possua a capacidade de criar… um ser humano! Sim, humano, com toda a racionalidade, consciência, autoconsciência, emoções, sentimentos, caráter e/ou personalidade que ele (a) poderá vir a ter, etc. E olhe que este “etc.” vai longe: abstração, dedução, indução, imaginação, lógica, intuição, linguagem, memória, etc.

Posso dizer que você é um deus e terá algumas opções na criação desse ser:

1 - “Colocará” uma alma ou espírito nele a realizar todas as funções, propriedades, potenciais do primeiro parágrafo?

2 - Criará um cérebro igual ao dos humanos para essa pessoa, e, para auxiliá-lo, também colocará uma alma?

3 - Bastaria só um cérebro, o sistema mais complexo que conhecemos, a realizar todas as funções descritas mais acima?

Se você é um deus, para que colocar um sistema tão complexo se uma alma desse conta do serviço da casa? Afinal a alma não é, em qualquer religião, algo abaixo da matéria e energia comuns em termos de potencial.

Assim o item três pode ser descartado e também o dois, pois ela não precisa ser rebaixada a simples apoio da energia e matéria comuns.

O item um seria o mais simples e prático. Você certamente o escolheria.

Dentro do nosso crânio, com o avanço da ciência, notaríamos a presença talvez de matéria na forma de carne, ou mesmo ossos e  teríamos mesmo assim tudo o que está escrito no primeiro parágrafo, ou seja, seríamos do jeito que somos.

Mas temos um mecanismo biológico, físico-químico, que é o sistema mais avançado existente dentro desse crânio. E o mais importante: a cada ano a Neurociência comprova fatos relacionados ou iguais aos do primeiro parágrafo.

Estaremos então no item dois das opções no caso de ter sido Deus a quem nos criou? A alma fora rebaixada a coadjuvante das propriedades desse poderoso sistema ou, se quiser, ela faria o papel principal mas, de qualquer maneira, teria que estar ajustada ao cérebro. Onde estaria aí a onisciência e a onipotência de Deus? Ou dos outros deuses das outras religiões?

Na minha opinião o item três seria o correto e a Ciência nada mais faz do que tentar descobrir os mistérios do universo e o cérebro faz parte de tudo isso.

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