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quinta-feira, 16 de abril de 2026

A Teoria do Nível Funcional Sistêmico (TNFS)

A Teoria do Nível Funcional Sistêmico (TNFS), uma extensão do conceito de Nível Funcional Sistêmico*, postula que a evolução de qualquer sistema, em muitos casos, - mineral, biológico ou tecnológico - é governada por uma lei que determina o aumento da complexidade, da funcionalidade e da informação funcional ao longo do tempo. Ela atua como um mecanismo subjacente que explica por que a complexidade funcional aumenta em sistemas.

Principais pontos da Teoria do Nível Funcional Sistêmico (TNFS):

  1. Lei do Aumento da Informação Funcional (LIFI): consequência direta da TNFS, afirma que a informação funcional (dados relevantes para uma função) tende a crescer em sistemas evolutivos, impulsionada por seleção e organização, não apenas por acaso;

  2. Evolução sistêmica: a teoria sugere que sistemas evoluem aumentando seu nível de funcionalidade para se adaptarem e interagirem de forma mais eficiente;

  3. Abrangência: aplica-se à complexidade do universo, evolução biológica e desenvolvimento tecnológico. 


Contextualização:

  1. A TNFS é apresentada como uma estrutura teórica que complementa os estudos físicos sobre o surgimento da complexidade;

  2. A abordagem enfatiza a organização funcional em vez de apenas a entropia ou o caos.


Observação: a TNFS difere da "Teoria Sistêmico-Funcional" da linguística (Halliday) ou do "Funcionalismo Sistêmico" do direito (Jakobs), focando especificamente na evolução da complexidade funcional.


Nota

(*) Pinto, A. A. (2026, 12 de fevereiro). Definição de nível funcional sistêmico. Argos Arruda Pinto. 

https://argosarrudapinto.blogspot.com/2026/02/definicao-de-nivel-funcional-sistemico.html


Referências

Pinto, A. A. (2000, 1 de janeiro). Sistemas e a origem da vida [Datiloscrito registrado]. Fundação Biblioteca Nacional.

Pinto, A. A. (2026, 1 de março). A teoria do nível funcional sistêmico  (TNFS) e a sua consequência, a Lei do Aumento da Informação Funcional (LIFI). Blog de Argos Arruda Pinto. https://argosarrudapinto.blogspot.com/2026/03/a-teoria-do-nivel-funcional-sistemico.html.

Wong, M. L., Hazen, R. M., Morrison, S. M., Prabhu, A., Walker, S. I., & Cleland, C. E. (2023). On the roles of function and selection in evolving systems. Proceedings of the National Academy of Sciences, 120(43), Artigo e2310223120. https://doi.org/10.1073/pnas.2310223120.

domingo, 1 de março de 2026

A Teoria do Nível Funcional Sistêmico (TNFS) e a sua consequência, a Lei do Aumento da Informação Funcional (LIFI)



Resumo

Argumento que a nova Lei do Aumento da Informação Funcional, LIFI em inglês, proposta por Michael L. Wong, Robert Hazen e colaboradores (Wong et al. 2023), pertencem a esta Teoria do Nível Funcional Sistêmico, TNFS, que apresento aqui no decorrer deste texto junto à LIFI, porque a informação necessita de matéria e energia para ser gerada, armazenada, transmitida e processada, no qual o Aumento da Informação Funcional é o efeito e o Nível Funcional Sistêmico, NFS, é a causa.


Palavras-chave: Lei do Aumento da Informação Funcional, LIFI, Michael L. Wong, Nível Funcional Sistêmico, NFS, Teoria do Nível Funcional Sistêmico, TNFS, Energia, Matéria, Informação, Sistemas e a Origem da Vida


Introdução

O Nível Funcional Sistêmico* (NFS) é uma medida ou grau do funcionamento de um sistema em termos de complexidade crescente, dada pela combinação de matéria, energia e informação. A quantidade de informação gerada, armazenada, transmitida e processada pelo sistema tem um ‘peso’ maior do que as outras duas ‘variáveis’. Por exemplo, temos menos massa que um tigre, gastamos menos energia, mas a quantidade de informação que processamos, devido ao nosso cérebro, faz com que o Nível Funcional Sistêmico seja mais elevado. Como estamos lidando com sistemas complexos, é impossível expressar tudo isso em fórmulas, mas seria algo como massa x energia x informação. Ele mostra como funciona o materialismo emergente, no qual as propriedades emergentes estão presentes, aumentando os níveis de funcionalidade dos sistemas, contradizendo aqueles que pensam que o reducionismo é a forma como os cientistas pensam, o que está muito errado, porque a emergência faz toda a diferença na formação de sistemas complexos. 

O nível funcional emerge quando a interação entre os componentes de um sistema gera propriedades emergentes que não existem nas partes isoladas. Essa abordagem holística sugere que os sistemas — de átomos a seres sociais — evoluem por meio da estabilização de configurações que desempenham funções específicas. 


A Teoria do Nível Funcional do Sistema (TNFS) expande o conceito de Nível Funcional Sistêmico, não se fixando em apenas um caso, o de seres vivos, mas em outros sistemas complexos como formatos de galáxias, células cristalinas dos minerais, cristais, à origem da vida, à vida inteligente etc., descrevendo a organização da realidade em níveis hierárquicos de complexidade. Ela entende que o universo, do jeito que é e sempre foi desde há muito tempo, possui o potencial de gerar estruturas organizadas, complexas ou não e contra a entropia, nas quais a matéria, a energia e a informação crescem conjuntamente, em condições raríssimas, mas que existem, formando sistemas complexos de muitas maneiras diferentes. 


Existe uma relação direta da TNFS com a Lei do Aumento da Informação Funcional. Ela reside na convergência de seus princípios: ambas postulam que os sistemas naturais, vivos ou não, tendem a aumentar sua complexidade ao longo do tempo. Na TNFS, o nível funcional é o estágio onde ocorre a seleção; na LIFI, essa evolução é quantificada pelo aumento da informação funcional. Ou seja, o universo seleciona configurações que promovem estabilidade, persistência dinâmica ou novidade funcional. Se o Nível Funcional Sistêmico aumenta, a informação funcional também aumenta, sendo dependente dele. Meu objetivo é mostrar que a Lei do Aumento da Informação Funcional é uma consequência da Teoria do Nível Funcional Sistêmico.

Em suma, este texto antecipa a visão de que a evolução não é exclusiva da biologia darwiniana, mas um processo universal de sistemas complexos que buscam níveis mais elevados de organização funcional. 


1. A TNFS

A Teoria do Nível Funcional Sistêmico postula que a evolução de qualquer sistema, seja ele mineral, biológico ou tecnológico, é governada por um aumento concomitante em sua base material, energética e informacional. De acordo com essa teoria, a informação funcional não surge isoladamente, mas como resultado direto da elevação do nível funcional do sistema.


2. O Axioma da Trindade Sistêmica

Para que a funcionalidade aumente, um sistema deve necessariamente otimizar a relação entre três pilares fundamentais. Enquanto a termodinâmica tradicional se concentra nos dois primeiros, na lista do próximo parágrafo, a Teoria do Nível Funcional Sistêmico postula que a evolução da complexidade é impulsionada pela interação destes com uma terceira variável não conservativa: 

Massa M: o substrato físico, a magnitude estrutural e o suporte gravitacional/inercial. 

Energia E: o potencial para conexão, fluxo de manutenção, trabalho e processamento metabólico ou computacional.

Informação I: a configuração, o projeto, a simetria específica ou o código que atribui propósito e restrições à massa e à energia. 


Para formalizar essa interdependência, a Teoria do Nível Funcional Sistêmico é expressa como uma função dessas variáveis: 


TNFS ≈ f(M ⋅ E ⋅ I^α)


Nesta expressão, α representa o fator de escala não linear, ou ‘peso’ informacional. Enquanto M e E são regidos por leis de conservação estritas, a informação I não é conservativa e é cumulativa. O expoente α explica por que sistemas com massa e consumo de energia relativamente baixos — como o cérebro humano em comparação com mamíferos maiores — podem atingir níveis funcionais de ordens em  magnitude superiores. Essas três variáveis são diretamente proporcionais porque um aumento, por exemplo, da matéria e da energia, fazem com que seja possível mais informação ser gerada, transmitida, armazenada ou processada, valendo a cada uma delas em separado.  

À medida que um sistema evolui, a densidade informacional começa a crescer exponencialmente, atuando como o principal motor da Lei do Aumento da Informação Funcional. Sem essa modificação da base material/energética por meio da ponderação informacional, a funcionalidade permaneceria estática.


Abro aqui um parêntese para esclarecer o significado desta expressão matemática. Embora a Teoria do Nível Funcional Sistêmico seja representada de forma simplificada por \mathrm{TNFS} \approx f(M \cdot E \cdot I^\alpha), essa formulação deve ser entendida apenas como uma indicação conceitual das principais variáveis envolvidas, e não como um modelo matemático completo. Os sistemas vivos, desde os organismos unicelulares até os seres humanos, apresentam níveis extraordinários de organização, interações não lineares, propriedades emergentes e múltiplas escalas de funcionamento que tornam extremamente difícil, e possivelmente inviável na prática, a construção de um modelo matemático capaz de descrever integralmente sua dinâmica. Assim, esta expressão tem a finalidade de fornecer ao leitor uma visão intuitiva da estrutura geral da teoria, sem a pretensão de representar quantitativamente toda a complexidade inerente aos sistemas biológicos. Além disso, muitos processos biológicos dependem de interações probabilísticas, históricas, ambientais e emergentes, o que limita a aplicação de modelos estritamente determinísticos para representar, de forma completa, o funcionamento desses sistemas.


Postulado central: a informação funcional, expressa na Lei do Aumento da Informação Funcional, é a manifestação da organização da matéria e da energia em níveis de complexidade crescente. Sem a modificação da matéria/energia, a informação não pode ser armazenada ou transmitida.


3. O Mecanismo de Seleção para a Função

A Lei do Aumento da Informação Funcional propõe que a natureza seleciona por persistência e novidade. A Teoria do Nível Funcional Sistêmico explica que essa seleção ocorre por meio do refinamento da estrutura:


Persistência estática (ex.: diamante): o aumento do Nível Funcional Sistêmico aqui é observado na transição de átomos de carbono isolados para uma rede cristalina. A configuração espacial de ângulos de 109,5° maximiza a energia de ligação e a dureza, transformando a informação estrutural em utilidade física.


Persistência dinâmica (ex.: estrelas e células): sistemas que mantêm um fluxo constante. No caso das estrelas, a evolução do hidrogênio e do hélio em elementos mais pesados ​​aumenta o número de prótons e níveis de energia (camadas eletrônicas), elevando o Nível Funcional Sistêmico cósmico.


Geração de novidade (ex.: membranas biológicas): em uma membrana sendo destruída internamente por um elemento 'A', permitindo a entrada de um inibidor 'B', devido a qualquer transformação em sua estrutura sem alterar o Nível Funcional Sistêmico, demonstra-se que o NFS  aumenta porque o sistema adiciona esse elemento extra de proteção, massa, e um novo código de reconhecimento, a informação.


4. Comparação: Lei do Aumento da Informação Funcional, LIFI, vs. Nível Funcional Sistêmico, NFS.

As relações abaixo resumem como o Nível Funcional Sistêmico atua como o motor por trás das observações da Lei do Aumento da Informação Funcional:


LIFI: Universalidade

NFS: ocorre do átomo ao software, pois tudo o que existe ocupa massa e processa energia.


LIFI: Complexidade aprimorada

NFS: é o resultado da compactação de mais funções em estruturas com configurações espaciais específicas.


LIFI: Informação proposital

NFS: a informação só é funcional se houver uma estrutura física M capaz de realizar trabalho E.


LIFI: Contraponto à entropia

NFS: o Nível Funcional Sistêmico é um acumulador de ordem. Neste contexto, ele atua como um acumulador local de ordem que, ao processar fluxos de energia externa para organizar a matéria, converte a negentropia em informação funcional estruturada e persistente. Isso permite ao sistema reduzir a desordem informacional e aumentar sua resiliência contra a degradação ambiental.


5. A Singularidade do Sistema Triclínico (o exemplo da turquesa)

Podemos usar a turquesa para ilustrar o aumento de informação através da quebra de simetria, sendo uma evidência de armazenamento de informação estrutural. No sistema triclínico dessa rocha (a ≠ b ≠ c, comprimentos das arestas, a, b e c, e ângulos entre os átomos diferentes de 90°), o baixo nível de simetria paradoxalmente requer uma quantidade maior de informação específica para descrever a estrutura do que uma estrutura cúbica simples. Isso prova que a evolução mineral não é apenas uma mistura de átomos, mas um refinamento da informação posicional e das ligações.


Conclusão

O aumento da Informação Funcional é o efeito emergente, enquanto o aumento do Nível Funcional Sistêmico é a causa fundamental. O universo tende a organizar sistemas onde matéria e energia são moldadas pela informação para garantir a persistência; contudo, esse processo não é arbitrário. Ele é governado pela capacidade do sistema de atuar como um acumulador local de ordem, convertendo a negentropia ambiental em estruturas funcionais estáveis.

Dentro dessa estrutura, os compostos de carbono são como ‘centelhas  da vida’ (PINTO, 2025) não apenas devido à sua afinidade química, mas porque possuem versatilidades geométrica e energética únicas, necessárias para atingir níveis funcionais  sistêmicos excepcionalmente altos. Essa transição da química para a biologia marca o ponto em que o componente informacional da Trindade Sistêmica (M, E, I) começa a aumentar de forma não linear, permitindo a geração de novidade e persistência dinâmica. Em última análise, a Lei do Aumento da Informação Funcional serve como a métrica macroscópica para um impulso termodinâmico mais profundo: a busca sistêmica por níveis funcionais mais elevados.


Nota

(*) Nível Funcional Sistêmico: termo cunhado por mim em 1997, o qual foi o insight para escrever o livro Sistemas e a origem da vida, registrado, como está nas referências, na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro em 07/01/2000.


Referências

PINTO, Argos Arruda. Sistemas e a origem da vida. São Paulo: [s. n.], 2000. 1 arquivo original datiloscrito. Registro na Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro). Disponível em: https://argosarrudapinto.blogspot.com/2019/08/sistemas-e-origem-da-vida_29.html. Acesso em: 22 mar. 2026.

PINTO, Argos Arruda. Compostos de carbono: as centelhas da vida: um texto interdisciplinar. Blog Argos Arruda Pinto. 18 dez. 2025. Disponível em: https://argosarrudapinto.blogspot.com/2025/12/compostos-de-carbono-as-centelhas-da.html. Acesso em: 22 mar. 2026.

WONG, Michael L. et al. On the roles of function and selection in evolving systems. Proceedings of the National Academy of Sciences, v. 120, n. 43, e2310223120, 2023.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Definição de Nível Funcional Sistêmico

O Nível Funcional Sistêmico (NFS) seria uma medida ou grau do funcionamento de um sistema vivo no sentido do aumento da sua complexidade e funcionalidade, dada pela combinação entre matéria, energia e informação, a quantidade de informação gerada, armazenada, transmitida e processada por ele, tendo esta um maior “peso” que as outras duas “variáveis” Por exemplo, temos menos massa que um leão, gastamos menos energia, mas a quantidade de informação processada por nós, devido ao nosso cérebro, faz com que o NFS seja maior. Como estamos lidando com sistemas complexos é impossível colocar tudo isto em fórmulas, mas seria algo como a massa x energia x informação; e pode ser diferente.

Se ele cresce, a Informação Funcional também cresce, sendo dependente dele.

Ele é também uma forma de mostrar como funciona o materialismo emergente, no qual as propriedades emergentes estão presentes, aumentando os níveis de funcionalidade dos sistemas, contradizendo aqueles que pensam que o reducionismo é a forma como os cientistas pensam, o que está muito errado, porque a emergência faz toda a diferença na formação de sistemas complexos.

Exemplo:

O T-Rex vs. Homem. O dinossauro possuía toneladas de massa e energia, mas um NFS limitado pelo processamento de informação. O cérebro humano, com apenas 1,3kg e o consumo de uma lâmpada LED (20W), atinge um NFS superior porque a eficiência da informação funcional "alavanca" o sistema para uma nova transição de fase, um patamar mais alto.

O crescimento do Nível Funcional Sistêmico através da história da vida

Obs.: Definição de Nível Funcional Sistêmico: é uma medida ou grau do funcionamento de um sistema no sentido do aumento da sua complexidade e funcionalidade, dada pela combinação entre matéria, energia e informação, a quantidade de informação gerada, armazenada, transmitida e processada por ele, tendo esta um maior “peso” que as outras duas “variáveis” Por exemplo, temos menos massa que um leão, gastamos menos energia, mas a quantidade de informação processada por nós, devido ao nosso cérebro, faz com que o NFS seja maior. Como estamos lidando com sistemas complexos é impossível colocar tudo isto em fórmulas, mas seria algo como a massa x energia x informação; e pode ser diferente. Se ele cresce, a Informação Funcional também cresce, sendo dependente dele.

A evolução não é um caminho em direção à perfeição, mas um processo em que a complexidade do sistema nervoso surgiu como uma estratégia caríssima — porém extremamente eficiente — para processar informação e garantir a sobrevivência. 

Aqui eu mostro a parte dessa árvore dos seres menos complexos em termos de matéria, energia e informação ao longo da história da vida, de bactérias, protozoários até ao ser humano, ou seja, o crescimento do Nível Funcional Sistêmico*, com também o crescimento da Lei do Aumento da Informação Funcional - LIFI: 

1. base: excitabilidade celular (unicelulares). Espécies: bactérias, protozoários. 

sistema: não há sistema nervoso. A "inteligência" é química. 

Matéria e energia: a comunicação ocorre via fluxos de íons através da membrana celular. É o nascimento do potencial de membrana, a base elétrica de todo pensamento futuro. O gasto energético é mínimo, voltado quase totalmente para a manutenção básica (homeostase). 

2. rede difusa (Primeiros multicelulares). Espécies: cnidários (águas-vivas, anêmonas). 

sistema: rede nervosa difusa. Não há cérebro; os neurônios estão espalhados pelo corpo. 

Matéria e energia: surgem os primeiros neurônios e sinapses. A energia agora é gasta para coordenar movimentos contráteis básicos. É um sistema "democrático": qualquer parte pode responder ao estímulo. 

3. cefalização (bilatérios). Espécies: platelmintos (vermes planos). 

sistema: o surgimento da "cabeça". Os neurônios começam a se agrupar em gânglios na parte frontal. 

Matéria e energia: centralizar o processamento economiza tempo e "fiação". Começamos a ver uma concentração de matéria orgânica especializada em processar sentidos (visão primitiva) na frente do animal. 

4. tubo neural e o plano vertebrado (peixes e anfíbios). Espécies: primeiros vertebrados. 

sistema: o sistema nervoso centralizado em um eixo (medula espinhal) e um cérebro dividido em três partes: anterior, médio e posterior. 

Matéria e energia: aqui o investimento energético sobe. O cérebro começa a coordenar funções complexas como natação predatória. A matéria é protegida por osso (crânio/coluna), sinalizando o quão valioso esse "hardware" se tornou. 

5. expansão do telencéfalo (répteis e aves). O sistema: surgimento de estruturas como o complexo R (instintivo) e o início de processamentos sensoriais mais refinados. 

Matéria e energia: o metabolismo aumenta. Aves, especialmente, possuem neurônios densamente compactados para economizar peso (matéria) sem perder poder de processamento (energia). 

6. neocórtex e a explosão metabólica (mamíferos a humanos). Espécies: de pequenos mamíferos a primatas e Homo sapiens. 

sistema: o neocórtex. Esta camada externa "dobrada" (giros e sulcos) permite espremer uma enorme área de superfície dentro de um crânio limitado. 

Matéria e energia: o cérebro humano é o "buraco negro" energético do corpo. 

Massa: representa apenas 2% do peso corporal. 

Consumo: consome cerca de 20% de toda a energia (glicose e oxigênio) do organismo. 

 

Nota – Veja também: 

(*) PINTO, Argos Arruda. A dependência da informação com a matéria e a energia. In: PINTO, Argos Arruda. Argos Arruda PintoSão Paulo6 out. 2025. Disponível em: https://argosarrudapinto.blogspot.com/2025/10/a-dependencia-da-informacao-com-materia.html. Acesso em: 13 fev. 2026.