Argos Arruda Pinto

Argos Arruda Pinto
Facebook: Grupo Artigos de Física e Matemática - https://www.facebook.com/groups/424941321692611

Facebook:

Facebook: Grupo Publicações de Neurociência Cognitiva e Neurofilosofia - https://www.facebook.com/pubneurocognitiva. Facebook: Grupo Neurociência, Neurofisiologia e Teoria da Evolução - https://www.facebook.com/groups/916933883890969

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

O crescimento do Nível Funcional Sistêmico através da história da vida

A evolução não é um caminho em direção à perfeição, mas um processo em que a complexidade do sistema nervoso surgiu como uma estratégia caríssima — porém extremamente eficiente — para processar informação e garantir a sobrevivência. 

Aqui eu mostro a parte dessa árvore dos seres menos complexos em termos de matéria, energia e informação ao longo da história da vida, de bactérias, protozoários até ao ser humano, ou seja, o crescimento do Nível Funcional Sistema*, com também o crescimento da Lei do Aumento da Informação Funcional - LIFI: 

1. base: excitabilidade celular (unicelulares) Espécies: bactérias, protozoários. 

sistema: não há sistema nervoso. A "inteligência" é química. 

Matéria e energia: a comunicação ocorre via fluxos de íons através da membrana celular. É o nascimento do potencial de membrana, a base elétrica de todo pensamento futuro. O gasto energético é mínimo, voltado quase totalmente para a manutenção básica (homeostase). 

2. rede difusa (Primeiros Multicelulares) Espécies: cnidários (águas-vivas, anêmonas). 

sistema: rede nervosa difusa. Não há cérebro; os neurônios estão espalhados pelo corpo. 

Matéria e energia: surgem os primeiros neurônios e sinapses. A energia agora é gasta para coordenar movimentos contráteis básicos. É um sistema "democrático": qualquer parte pode responder ao estímulo. 

3. cefalização (bilatérios) Espécies: platelmintos (vermes planos). 

sistema: o surgimento da "cabeça". Os neurônios começam a se agrupar em gânglios na parte frontal. 

Matéria e energia: centralizar o processamento economiza tempo e "fiação". Começamos a ver uma concentração de matéria orgânica especializada em processar sentidos (visão primitiva) na frente do animal. 

4. tubo neural e o plano vertebrado (peixes e anfíbios) Espécies: primeiros vertebrados. 

sistema: o sistema nervoso centralizado em um eixo (medula espinhal) e um cérebro dividido em três partes: anterior, médio e posterior. 

Matéria e energia: aqui o investimento energético sobe. O cérebro começa a coordenar funções complexas como natação predatória. A matéria é protegida por osso (crânio/coluna), sinalizando o quão valioso esse "hardware" se tornou. 

5. expansão do telencéfalo (répteis e aves) O sistema: surgimento de estruturas como o complexo R (instintivo) e o início de processamentos sensoriais mais refinados. 

Matéria e energia: o metabolismo aumenta. Aves, especialmente, possuem neurônios densamente compactados para economizar peso (matéria) sem perder poder de processamento (energia). 

6. neocórtex e a explosão metabólica (mamíferos a humanos) Espécies: de pequenos mamíferos a primatas e Homo sapiens. 

sistema: o neocórtex. Esta camada externa "dobrada" (giros e sulcos) permite espremer uma enorme área de superfície dentro de um crânio limitado. 

Matéria e energia: o cérebro humano é o "buraco negro" energético do corpo. 

Massa: representa apenas 2% do peso corporal. 

Consumo: consome cerca de 20% de toda a energia (glicose e oxigênio) do organismo. 

 

Nota – Veja também: 

(*) PINTO, Argos Arruda. A dependência da informação com a matéria e a energia. In: PINTO, Argos Arruda. Argos Arruda PintoSão Paulo6 out. 2025. Disponível em: https://argosarrudapinto.blogspot.com/2025/10/a-dependencia-da-informacao-com-materia.html. Acesso em: 13 fev. 2026. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário