Argos Arruda Pinto

Argos Arruda Pinto
Facebook: Grupo Artigos de Física e Matemática - https://www.facebook.com/groups/424941321692611

Facebook:

Facebook: Grupo Publicações de Neurociência Cognitiva e Neurofilosofia - https://www.facebook.com/pubneurocognitiva. Facebook: Grupo Neurociência, Neurofisiologia e Teoria da Evolução - https://www.facebook.com/groups/916933883890969
Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de abril de 2025

Cristianismo, Hinduísmo e Islamismo: qual deles é correto na explicação do surgimento do universo?

Nosso universo atual, seja lá como ele surgiu, apareceu ou "nasceu", foi de apenas um modo e só.

  

Aqui trata-se não apenas de acreditar, de fé, pois ele é físico, material e de energias, e, dadas milhares ou milhões de pessoas acreditando cada uma em uma forma de como ele surgiu, seguindo suas religiões ou não, apenas uma estará certa. 

 

Sem querer mexer com as crenças de qualquer religião, não adianta cada uma acreditar na possibilidade que diz a sua própria, porque poderá estar errada. Mas os seguidores acreditam e pronto! Nada mais a dizer: as religiões possuem respostas a tudo, mesmo com muitas diferenças entre si. 

 

Pelo cristianismo, Deus, único, onipotente, onipresente e onisciente, criou o universo, começando pela luz. 

Já o hinduísmo afirma na criação e destruição do universo, com um intervalo entre estas duas situações, pelos deuses Brahma, Vishnu e Shiva, respectivamente. 

No islamismo, a criação e destruição do universo estão profundamente ligadas à vontade de Allah, o único e onipotente criador. Segundo o Alcorão, o livro sagrado, Allah criou tudo a partir do nada. 

 

Um está certo e os outros dois errados? Sim, mas então se desprezaria todas as criações com respeito às outras religiões não citadas aqui. E agora? 

 

Por que então um deus apenas ou vários deuses, se fossem esses os criadores de tudo, inclusive a nós, não criariam o universo, e, em qualquer ponto do planeta e em todas as épocas, pessoas, ao evocarem o sobrenatural, não apareceria em suas mentes esse deus ou deuses, sempre? 

 

Talvez aqui entremos no conceito da Navalha de Occam. É um preceito filosófico que diz, ao se tentar resolver um problema, a solução é a explicação mais simples. De tantas religiões e, principalmente crenças, tentando explicar não apenas o universo, mas também os seres vivos e nós humanos, a solução mais simples é a de que eles são frutos do cérebro, da mente humana. 

Existem ainda alguns filósofos da religião, como Richard Swinburne, filósofo britânico e professor emérito de filosofia na Universidade de Oxford, que utilizam justamente da navalha de Occam para defender a existência de Deus.  

 

Inclusive, utilizam a física para isso. Em linhas gerais, muito mal explicadas, eles dizem que o Universo é tão finamente calibrado para existir vida, que a hipótese de Deus criar um universo com esse fim é mais simples do que a hipótese extremamente improvável de uma calibragem fina se dar ao acaso ou termos um número gigantesco, ou mesmo infinito, de muitos Universos e nós vivemos naquele único capaz de suportar a vida, mas a grande maioria não é. 

Isto me parece uma tentativa quase desesperadora de alguém comprometido com uma universidade tão famosa e importante como Oxford. 

  

Pensar em uma simples criação de algo tão poderoso como um deus ou deuses é realmente fácil de conceber, como uma fada madrinha dotada de uma vara de condão, mas o problema é a própria “definição”, “natureza” etc., deles, sendo infinitamente maior, ou incognoscível, de qualquer tentativa da ciência em explicar esses problemas. 

 

 

Palavras-chave: Criacionismo, Cristianismo, Hinduísmo, Islamismo, universo, criação, vida 

sábado, 15 de fevereiro de 2025

A unicidade da vida na Terra. Por Marcelo Gleiser*

"Cerca de 5 bilhões de anos atrás, uma gigantesca nuvem de hidrogênio flutuava calmamente na nossa galáxia, enquanto girava lentamente em torno de si como um pião preguiçoso. Estrelas vizinhas, no final de seu ciclo de vida, explodiram violentamente, enviando ondas de choque que atravessaram o espaço interestelar a velocidades que chegam a 30 mil quilômetros por segundo, um décimo da velocidade da luz. Essas ondas semearam o espaço com os elementos químicos essenciais à vida. Eventualmente, colidiram com a nuvem de hidrogênio. A violência do choque iniciou o colapso gravitacional da nuvem, que começou a implodir, enquanto girava em torno de si mesma. Ao diminuir de tamanho, a nuvem foi girando cada vez mais rápido, achatando nos polos feito massa de pizza. 

A maior parte da matéria concentrou-se no centro, enquanto os restos continuaram a girar à sua volta. 

Com o passar do tempo, a massa no centro tornou-se densa e quente o suficiente para iniciar o processo de fusão nuclear: nasceu uma estrela, no caso, o nosso Sol. A matéria que sobrou à sua volta foi coagulando em mundos diferentes, de tamanho e composição variada. Em menos de 1 bilhão de anos, o sistema solar se formou, a Terra sendo o terceiro planeta a partir do Sol, após Mercúrio e vênus. O que ocorreu aqui ocorre em todo o Universo. A morte de uma estrela causa o nascimento de outras, a Natureza em fluxo constante. A energia flui e a matéria dança, assumindo formas, ora criando padrões, ora destruindo-os. 

Dos mundos que nasciam em torno do Sol, a Terra era um aglomerado incandescente de matéria, aproximadamente esférico, borbulhando enquanto tomava forma e se resfriava. Restos de material não coletado em outros planetas, asteroides e cometas, colidiam impiedosamente com a jovem Terra, aumentando ainda mais o caos, enquanto depositavam seus tesouros: água e uma enorme variedade de compostos químicos, incluindo alguns orgânicos, aqueles contendo carbono, mesmo se ainda simples. Os céus davam e torturavam. As coisas começaram a se acalmar apenas 600 milhões de anos, em torno de 3,9 bilhões de anos atrás. Se, porventura, alguma criatura viva existiu antes disso, foi destruída sem dó, sem deixar traço de sua breve existência. A vida pode ter tido muitas origens, perdidas num tempo sem história. Para entender a história da vida na Terra, precisamos entender a história da Terra. Isso é tanto verdade aqui quanto em qualquer outro planeta ou lua onde a vida pode existir, passado, presente e futuro: a história da vida num planeta depende de forma essencial da história da vida no planeta. 

Dado que cada planeta tem sua própria história, a vida e suas características específicas são únicas: se considerarmos a vida um experimento, ele não se repetiu da mesma forma em dois mundos diversos. Mesmo que a vida siga os mesmos princípios no Universo inteiro, baseada no carbono e seguindo as leis da evolução darwinista segundo a seleção natural, será única em cada mundo em que existir, cada criatura sofrendo mutações e evoluindo de forma a maximizar sua adaptabilidade ao mundo em que existe. 

Este fato nos afeta diretamente. A vida na Terra é única: se houver vida em outro lugar, será necessariamente diferente. Dado que somos a forma de vida mais sofisticada neste planeta - amo baleias, golfinhos, macacos, gatos, etc., mas me refiro aqui à nossa capacidade de raciocínio -, somos únicos como seres inteligentes. Se a vida inteligente existir em algum outro sistema solar, será diferente da gente, mesmo que possa dividir alguns dos nossos traços, como uma simetria aproximada entre o lado esquerdo e o direito, ou um sistema circulatório com um coração. Além disso, essa vida inteligente estará tão longe que, na prática, estamos sós. Sendo assim, temos um papel central no Universo, sendo a expressão material de sua inteligência, o que chamo de  'humanocentrismo'." 

 

Nota: 

(*) Marcelo Gleiser (1959 -) é um físico e astrônomo brasileiro, professor na Dartmouth College, nos EUA. Nascido no Rio de Janeiro, ele é atualmente o físico brasileiro mais famoso do mundo. 

 

Referência 

GLEISER, M. A simples beleza do inesperado. 1a. ed. Rio de Janeiro. Record, 2016, p. 140. 

  

quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Um forte argumento contra um criador inteligente da vida terrestre

Observação 01: Um criador, inteligente, projetista, designer etc., não formaria indivíduos dos mais simples aos mais complexos, com partes, funções, propriedades etc., tão distantes na história da própria vida, com tamanha falta de ordenação. Imagine buscar o quanto você conseguir, de exemplos afins.

Observação 02: Em seu livro A estranha ordem das coisas: as origens biológicas dos sentimentos e da cultura, (Damásio, 2018) o neurocientista português - estadunidense António Damásio faz uma espécie de resumo de outros dois livros dele, E o cérebro criou o homem, (Damásio, 2011) e O mistério da consciência (Damásio, 2000) sobre os nossos sentimentos e a consciência, para então entrar no assunto da formação da cultura com forte influência que os sentimentos exerceram. Para nós bastam as origens biológicas dos sentimentos. Você notará algumas palavras ou expressões estranhas no sentido do contexto ao qual ele se refere, como imagens, formação de imagens, qualia, etc. Aconselho uma pesquisa em IA para quem não estiver acostumado com elas, citando o nome dele, pois assim será mais rápido o entendimento desses termos. As expressões "imperativo homeostático" e "em imagens" serão explicados por mim logo abaixo. Não se precisa, evidentemente, ler os dois livros anteriores e este último desde o início. 

Observação 03: Utilizo o tema deste livro do António Damásio para construir o argumento deste texto e todas as citações serão do último capítulo, o treze, de mesmo nome que o livro. 

Damásio expressa uma surpresa e uma estranheza como ele mesmo diz literalmente sobre fatos biológicos relacionados aos sociais, que coloco integralmente abaixo. 

 

O título deste livro foi sugerido por dois fatos. O primeiro é que, 100 milhões de anos atrás, algumas espécies de insetos já haviam adquirido uma coleção de comportamentos, práticas e instrumentos sociais que podem, apropriadamente, intitular-se culturais quando comparados a seus análogos sociais humanos. O segundo fato é que, em um tempo ainda mais remoto, muito provavelmente há vários bilhões de anos, organismos unicelulares também apresentavam comportamentos sociais cujas linhas gerais condizem com aspectos de comportamentos socioculturais humanos. 

Esses fatos certamente contradizem uma noção convencional: a de que algo tão complexo como comportamentos sociais capazes de melhorar a gestão da vida só poderia ter surgido da mente de organismos evoluídos, não necessariamente humanos, mas complexos o bastante e suficientemente próximos dos humanos para engendrar o refinamento necessário. As características sociais sobre as quais escrevo apareceram nos primórdios da história da vida, são abundantes na biosfera e não precisaram esperar o surgimento na Terra de alguma coisa parecida com o ser humano. Isso é verdadeiramente estranho, inesperado, para dizer o mínimo. 

Um exame mais atento revela detalhes por trás desses fatos fascinantes, por exemplo, comportamentos cooperativos bem-sucedidos do tipo que tendemos a associar, e com razão, à sabedoria e maturidade no ser humano. No entanto, estratégias cooperativas não precisaram esperar que surgissem mentes sábias e maduras. Estratégias desse tipo possivelmente são tão antigas quanto a própria vida e nunca se manifestaram com maior brilhantismo do que no conveniente tratado celebrado entre duas bactérias: uma ambiciosa e atrevida, que quis apoderar-se de outra, maior e mais bem estabelecida. A batalha resultou em empate, e a bactéria atrevida tornou-se um satélite cooperativo da bactéria estabelecida. Os eucariotos, células com um núcleo e organelas complexas como as mitocôndrias, provavelmente nasceram dessa maneira, na mesa de negociações da vida. 

As bactérias da história descrita não possuem mente, quanto mais uma mente sábia. A bactéria atrevida opera como se concluísse que "se não pode vencê-la, junte-se a ela". Por sua vez, a estabelecida opera como se pensasse "eu bem que poderia aceitar essa invasora, se ela me oferecesse algo em troca". Mas, obviamente, nenhuma delas pensou [em] coisa alguma. Não houve reflexão mental, consideração manifesta de conhecimentos prévios, astúcia, ardileza, bondade, lisura ou conciliação diplomática. 

A equação do problema foi resolvida cegamente e a partir de dentro do processo, de baixo para cima, como uma opção que, analisando hoje, podemos ver que funcionou bem para os dois lados. No entanto, a solução foi moldada pelos requisitos imperativos da homeostase, e isso não foi mágica, exceto em um sentido poético. Ela consistiu em restrições físicas e químicas concretas aplicadas ao processo da vida, dentro das células, no contexto de suas relações físico-químicas com o meio ambiente [...] O fascinante processo de cooperação não se sustenta sozinho, sem ajuda. As bactérias são capazes de perceber a presença de outras, graças a sondas químicas instaladas em suas membranas, e podem até distinguir as suas parentes das forasteiras por meio da estrutura molecular dessas sondas. Esse é um modesto precursor da nossa percepção baseada em imagens. 

Esses surgimentos em ordem tão estranha revelam o imenso poder da homeostase. O indomável imperativo homeostático, atuando por tentativa e erro, selecionou naturalmente soluções comportamentais disponíveis para vários problemas da gestão da vida. Os organismos vasculharam e avaliaram, impremeditadamente, a física de seu ambiente e a química dentro de suas membranas e, da mesma forma, chegaram a soluções no mínimo adequadas, mas frequentemente boas para a manutenção e a prosperidade da vida. O espantoso é que, quando configurações de problemas comparáveis foram encontradas em outras ocasiões, em outros pontos da emaranhada evolução das formas de vida foram encontradas as mesmas soluções. A tendência a determinadas soluções, a esquemas semelhantes, a algum grau de inevitabilidade, resulta da estrutura e das circunstâncias de organismos vivos e de sua relação com o ambiente, e depende da homeostase de forma assombrosa. (Damásio, 2018, p. 267) 

 

 

Não é de se espantar essa surpresa de Damásio porque parece que funções biológicas simples, de organismos simples, aparecem em organismos muito mais complexos, se repetindo, embora de forma mais complexa, sofisticadas e misturadas no tempo.  

Então Damásio cita o seu principal argumento, um "poder", em todo o livro, o imperativo homeostático. 

 

Homeostático vem de homeostase ou homeostasia, a qual Damásio lamenta ser este termo algo praticamente esquecido por cientistas, não se dando o verdadeiro valor que possui.  

Homeostase é a capacidade de um sistema, e agora se pode falar em sistemas gerais e não apenas orgânicos, de manter variáveis em níveis de valores aceitáveis dentro de certos limites, contribuindo com a própria integridade do sistema ou de partes dele. Um dos exemplos mais simples que posso mencionar é a regulação da temperatura corporal e, sem exageros, não haveria nenhum ser vivo na Terra se não existisse a homeostase. E por isso ele utiliza a palavra imperativo pela importância desse mecanismo.   

 

A expressão “em imagens” pode ser explicada igualmente de maneira simples: se alguém é picado por uma abelha, ele não apenas sente dor e como sabe onde foi, mas faz uma imagem mental consciente da própria dor. Se for uma ponta de uma pedra, dolorida ou não, a imagem será diferente. Isso contribuiu em nossa evolução, como exemplos, deixando-nos cientes em memórias do que dói mais, o que evita, pois a dor é muito intensa sempre, etc.  

 

Para Damásio, as faculdades mentais superiores mais estranhas surgidas em ordem diversa são os sentimentos e a consciência. Poderíamos imaginar, sem sombra de dúvidas, que elas partiram de sistemas em seres complexos, se não em nós humanos, tardiamente na história da evolução. Não é bem assim.  

Cientistas e filósofos citam os córtices cerebrais, estruturas recentes nos cérebros humanos, como os responsáveis por este empreendimento. Eles são regiões do cérebro envolvidas em funções importantes como percepção sensorial, pensamento, memória e tomada de decisões, desempenhando um papel crucial na complexidade das capacidades cognitivas humanas. A subjetividade e o problema dos qualia entram neste assunto. 

Na realidade, como diz Damásio (2018), "núcleos do tronco encefálico e do telencéfalo, todos localizados em nível inferior ao córtex cerebral, são as estruturas cruciais para sustentar os sentimentos e, por extensão, os qualia, que são parte da nossa compreensão da consciência" (p. 271). 

 

Veja mais duas citações dele: "sentimento e subjetividade são faculdades antigas e não dependeram do complexo córtex cerebral dos vertebrados superiores, quanto mais dos humanos, para fazer sua estreia" (Damásio, 2018, pg. 272). E: 

 

 

Em resumo, a construção daquilo que se tornou para nós os sentimentos e a consciência aconteceram de modo gradual, incremental, mas irregular, em linhas separadas da história evolucionária. O fato de podermos encontrar tanta coisa em comum nos comportamentos sociais e afetivos de organismos unicelulares, esponjas e hidras, cefalópodes e mamíferos sugere uma raiz comum para os problemas da regulação da vida em diferentes seres e também uma solução comum a todos: obedecer ao imperativo homeostático. (Damásio, 2018, p. 273) 

 

 

Existem mais exemplos no capítulo treze do livro de Damásio, mas escolhi apenas estes para o texto não ficar tão grande. 

 

Ao mencionar a consciência na citação acima, lembro a você leitor, que ela não é algo do tipo "eu sou eu porque sou" e sim "eu sou eu porque sou e sinto quem sou". Pois bem, razão e sentimentos se fundem quando você olha para dentro de si percebendo e sentindo quem é você. Ela não existiria possuindo apenas uma destas propriedades. Quer dizer, para existir a consciência deve-se ter razão e sentimentos, mas eles surgiram "de modo gradual, incremental, mas irregular em linhas separadas da história evolucionária". 

 

O meu argumento deste texto reside nos exemplos do capítulo treze do livro do Damásio, os quais selecionei aqueles que achei bem relevantes, os comportamentos sociais dos  seres vivos por ele descrito, e, especificamente este último, a formação irregular, descontínua, de duas bases que são das mais importantes do cérebro humano, sentimentos e consciência. Por consequência, dá para imaginar o quão é grande o número de situações semelhantes em nossos corpos e nos outros seres vivos. 

Conforme eu disse na “Observação 01”, um criador, inteligente, projetista, designer, etc., não formaria indivíduos dos mais simples aos mais complexos, com partes, funções, propriedades etc., tão distantes na história da própria vida, com tamanha falta de ordenação. Imagine buscar o quanto você conseguir, de exemplos afins. 

 

António Damásio escreveu este livro na intenção de mostrar como os sentimentos foram importantes para a cultura humana, e, ao resumir de forma brilhante os assuntos dos sentimentos e organismos, vi uma possibilidade de escrever este texto questionando a existência dos seres vivos e dos humanos a partir de um criador inteligente. 

 

 

Referências 

Damásio, A. (2000). O Mistério da Consciência. São Paulo: Companhia das Letras. 

Damásio, A. (2011). E o cérebro criou o homem. São Paulo: Companhia das Letras. 

Damásio, A. (2018). A estranha ordem das coisas: as origens biológicas dos sentimentos e da Cultura. São Paulo: Companhia das Letras.