Argos Arruda Pinto

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sexta-feira, 6 de março de 2026

A força dos sentimentos e emoções na perpetuação dos humanos na Terra

Imagine a época dos caçadores coletores há dezenas ou centenas de milhares de anos atrás. Não havia a linguagem, a escrita, e talvez o modo de comunicação dos humanos eram os gestos e gritos. 

Os bebês nasciam e imediatamente eram protegidos pelas mães enquanto os homens os protegiam contra os próprios integrantes dos seus grupos, de animais, chuva etc. Ninguém sabia da responsabilidade de ser pai com alguém tão frágil porque não sabiam quem ou o que os geravam, apenas entendiam que algum nasceria pelo fato da barriga de uma mulher crescia em um padrão aproximado e comum a cada uma delas, mas havia sentimentos, zelo etc., ou seja, os pequeninos estariam protegidos e teriam suas vidas preservadas.  

Parte do instinto de preservação da vida aos pequenos era substituída pela inteligência outrora escassa de seus antepassados. As mães os amamentavam por instinto, mas também aprendiam, por exemplo, que os choros dos recém-nascidos era um indício dessa necessidade. 

Existem muitos exemplos os quais não ficaram registrados em nada a indicar a complexidade de comportamentos para a sobrevivência e cuidados ao bem-estar de crianças totalmente inaptas a viverem neste mundo sozinhas até serem donas das próprias vidas. 

Estamos na Antropologia, uma disciplina na qual é relativamente fácil deduzir, pensar etc., em como os humanos resolvem problemas, inventam saídas para situações embaraçosas etc. E é justamente aqui, no início da jornada do ser humano na Terra que posso apresentar a você leitor uma experiência idealizada, surreal, sem querer te convencer de algo que, se fosse hoje, talvez seria mais complicado. 

Retire todos os sentimentos e emoções relativos aos comportamentos dos homens e mulheres a respeito de todos os cuidados aos bebês e a espécie humana não estaria até hoje no planeta. 

Você quebraria o elo principal entre eles e os pais abandonariam os filhos, não haveria quem cuidasse deles e pronto! 

Sentimentos e emoções estavam presentes em animais mais antigos que os humanos, principalmente nos mamíferos. Na história da vida, conforme a complexidade crescia em seres vivos, comportamentos eram selecionados pela evolução. No caso de uma seta de complexidade crescente*, desde os primeiros animais multicelulares até aos mamíferos, esses comportamentos selecionados pertenciam àqueles que não abandonaram as proles e cuidavam dos filhotes.


Nota

(*) Veja “O crescimento do Nível Funcional Sistêmico através da história da vida”. Argos Arruda Pinto. https://argosarrudapinto.blogspot.com/2026/02/o-crescimento-do-nivel-funcional.html.

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